Susana Murteira

Postado 2016/12/29

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Estive em Inharrime um mês, em Novembro de 2016. Fui recebida de braços abertos pela Irmã Lucília, que parecia que já conhecia, de tanto ouvir falar na Irmã visionária que criou do nada o Centro Laura Vicuña. 120 meninas, dos 5 aos 20 anos, órfãs ou vulneráveis, em regime de internato ou semi-internato. A primeira sensação, quando me vi rodeada de sorrisos e pedidos de atenção à mana Susana, foi “mas como é que eu vou decorar estes nomes todos?”. É verdade que demorou, mas cheguei lá! E agora, de regresso a Portugal, depois de um mês intenso, que não hesito em classificar como uma das experiências mais marcantes da minha vida, sinto falta da alegria que se vive diariamente no Centro. De acordar ao som das cantorias das mais velhas nos balneários e das conversas das mais novas por trás do meu quarto. Do colorido de copos e pratos no refeitório, a juntar às cores dos vestidos feitos pela D. Saudade. Dos abraços e puxões para as brincadeiras. Até dos puxões no meu cabelo para fazer trancinhas! Das coreografias ao som das músicas do momento. Do pão da padaria. Dos rissóis da Irmã Claudina. Do piri-piri da Irmã Amélia. Da familiaridade com que as Irmãs e os trabalhadores do Centro me receberam. Das cervejas de fim de tarde com os outros voluntários. Porque como diz a Irmã Lucília, voluntariado não é escravatura! A todos, Irmãs e trabalhadores, voluntários e amigos de Inharrime, e principalmente às meninas, um kanimambo de coração. Muitas saudades e vontade de voltar.

 

 

 

 

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